segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Está forte

Largueza, foge que isto está a apertar! Dá espaço senão cede e ceder sem amparo pede capacidades. Se envolve o que não desenvolve não há contrapeso que resolva a balança. O truque está lá mas se em pequeno não foi torcido agora fica dorido. O que se pede é ser animal sem pensar muito nisso, somar e seguir, um sentido sem sentido pede menos que dois que jogam com os sentidos. Pena é a redundância não frisar sentidos. Soma e segue, não penses nisso.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Are you mad?

I'm looking. Am I looking? Do you see me looking? Is it really where I'm looking at? Looking with my eyes, it's just that the mind is behind them, mind over matter, so... what am I looking at? Abstract looking. Somewhere, sometime, somenoise, somesmell, something, who knows? Enhanced reality. And then it stopped, stood still, no life in it, not a drip of labor of any kind. Found itself motionless and clueless of causes for that. Seven nation army couldn't hold me back. Senseless.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Suspirou

O olhar morreu, o foco deixou de fazer sentido, o tempo cresceu, a lucidez fugiu, o comboio inverteu a marcha, o som tornou-se fantasioso, os pulmões dilataram e as imagens passaram.

Sorriu, chorou, gritou e o suspiro passou.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Introspecções em saldos

Larguem-se das hipocrisias, qual é a piada? Não têm um ou mais seres a quem iluminar os dias, um ou outro animal a quem fazer companhia?
Rabiscar papéis, sujar telas, dar cambalhotas, roubar intimidades consentidas, produzir legitimamente e o legítimo.
Sintam-se da vossa côr ao fim do dia.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Arfa combalida

Se mexe há vontade, se há vontade mas falha no amplo do movimento que capacita, falta nutrição, se não nutre e não desenvolve e há vontade, há pão do dia jogado ao lixo. Este não se joga à sorte se não for imperativo. A mobilidade da peça que comporta é da configuração que a vontade lhe conseguir proporcionar, mas e o resto? Porquês e quês e comos. Serão os ingénuos tão ingénuos? Ilusões que reflectem a pupila e realidades que entorpecem a ilusão. O desdobrar de um emaranhado frenesim de certezas da respiraçao que só se julga conhecer. Certezas de quem ensina uma vivência não vivida. Mas este é só mais um suspiro e esses não afectam a brisa..

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Porque hei eu de escrever o que me passa?

Pela urgência de largar o peso da tormenta, no mais puro egoísmo, no nível onde se aniquila qualquer réstia de altruísmo, quando qualquer formiga causadora de cócegas se torna num tal cavalo de Tróia e o "estar grego" come todo o vislumbre do que dá a vontade pelas mais rídiculas desculpas, o desvalorizar do pequeno e do rotineiro, de quem precisa de apanhar frio para sentir o quente constante?
 Pela esperança de que as palavras se façam salvadoras e mensageiras, num acto de desespero e mesquice, forma redonda do que é a barba mole, este buço que teima em não picar e se nega aos efeitos da conjugação do natural com o tempo?
 Pela obrigação forçada à percepção, que todo o frenesim teatral despoleta, da realidade que não se abraça mesmo que nos calce os pés e nos sirva o tempo num prato limpo?

Aprume-se a razão mais pomposa que nunca a lamentação deixará de ser tinhosa.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O tarde vem cedo


estavas cheio
transbordavas
não sabias o que fazer com tudo
sobrevivias com o nada que era fácil
o que sabes que é fácil sem saber que é o difícil
~
procura agora em vão
pois o cheio evaporou
a efemeridade não o deixará chover de novo para ti
sobrevive agora com um vazio não aproveitado
descobre agora que o difícil presente seria o mais fácil dos passados